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Resumo em 10 segundos

Quando remédio não resolve, entra a ciência do cuidado: palliative care como gesto médico e humano 🫶🧠

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Amar até o fim: quando a medicina não pode curar 🫶🧵 — Quando remédio não basta, existe uma ciência do acolhimento: os cuidados paliativos. Nesta thread conto a origem, as práticas e por que segurar a mão é também um ato fundamentado em evidências.

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Encarar a morte mexe com corpo e mente: ânsia, dor, insônia, choro, apatia. Os paliativistas estudam esses sinais e aplicam intervenções — farmacológicas, psicológicas e físicas — para aliviar sofrimento e restaurar dignidade nos dias que restam.

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A história começou nos anos 1960 no Reino Unido, com pioneiros como Dame Cicely Saunders, que uniu medicina, ética e compaixão. Desde então, a prática virou disciplina multidisciplinar: médicos, enfermeiros, psicólogos e terapeutas trabalham juntos.

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Conversar sobre o fim faz parte da ciência do cuidado: o 'advanced care planning' ajuda a alinhar tratamentos aos valores do paciente, reduz intervenções desnecessárias e permite escolher onde e como passar os últimos dias — com mais controle e menos dor.

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Evidências mostram benefícios concretos: cuidados paliativos precoces melhoram qualidade de vida, reduzem depressão e ansiedade, diminuem internações desnecessárias — e, em alguns estudos oncológicos, até associaram-se a maior sobrevida.

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Os obstáculos são reais: estigma (paliativo ≠ desistir), falta de formação e desigualdade no acesso. Integrar paliativos à atenção primária e a políticas públicas é urgente para democratizar esse direito à dignidade no fim de vida.

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Segurar a mão até o fim é ciência, compaixão e também escolha social. Que o conhecimento e as políticas avancem para que esse cuidado seja acessível a todos — porque dignidade não pode ser privilégio.

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