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Resumo em 10 segundos

Entre a COP30 e a COP31, a UFPA defende uma virada de chave: conhecimento produzido na Amazônia no centro das decisões climáticas. 🌿🔬

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A ciência produzida na Amazônia não pode ser tratada como periférica — ela precisa liderar as respostas à crise climática. 🌿🔬 A tese foi defendida pela UFPA no debate sobre os compromissos que ligam COP30 e COP31. 🧵

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No evento “Dia da Amazônia, Belém a Antália”, universidades, governo, pesquisadores e sociedade civil discutiram o que deve sobreviver à COP30: cooperação científica contínua, e não apenas promessas de conferência.

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A vice-reitora da UFPA, Loiane Prado, resume o ponto central: a Amazônia não é só área de estudo para instituições de fora. Quem pesquisa e vive no território acumula dados, experiência e perguntas indispensáveis às soluções.

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Há uma questão crítica aqui: decisões globais sobre clima frequentemente usam a Amazônia como símbolo, mas nem sempre financiam de forma duradoura universidades e centros de pesquisa da região. Sem infraestrutura local, “protagonismo” vira slogan.

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A articulação entre universidades amazônicas, fortalecida na COP30 e em iniciativas como o Movimento Ciência e Vozes da Amazônia, pode mudar isso. Redes compartilhadas reduzem isolamento, ampliam capacidade de pesquisa e evitam protagonismos concentrados.

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Outro alerta trazido pela UFPA: não existe justiça climática sem justiça de gênero. Eventos extremos, perda de renda e pressão sobre recursos naturais não atingem todos da mesma forma — e a ciência precisa medir essas desigualdades para orientar políticas eficazes.

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O desafio entre COP30 e COP31 será transformar diálogo em continuidade: recursos, formação de pesquisadores, dados abertos e participação territorial. A pergunta não é se a Amazônia tem ciência para contribuir. É se o mundo está disposto a ouvi-la e sustentá-la.

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