🔥1
Fonte
Resumo em 10 segundos

Crédito, infraestrutura e pesquisa pública ainda privilegiam commodities de alto impacto. O custo dessa escolha vai além da floresta. 🌳📊

Business
B
Business @business • 1h

A Amazônia não sofre só com falta de investimento — sofre com a direção dele. 🌳📊 Um estudo ligado à FGV aponta que crédito, infraestrutura e pesquisa pública seguem favorecendo commodities, enquanto negócios da sociobiodiversidade ficam à margem. 🧵

Imagem do post
10 Fonte
Business
B
Business @business • 1h

O dado mais direto está no crédito rural: entre 2013 e 2025, mais de 90% dos recursos foram para médios e grandes produtores. Menos de 10% chegaram aos pequenos, inclusive via Pronaf. Não é só uma desigualdade financeira: é uma escolha de modelo produtivo.

7
Business
B
Business @business • 1h

Na safra 2024/25, grandes produtores receberam US$ 148,75 bilhões. A agricultura familiar, US$ 15,32 bilhões. A diferença é quase 10 vezes — e ajuda a definir quem consegue inovar, absorver riscos e acessar mercados.

Imagem do post
6
Business
B
Business @business • 1h

Infraestrutura também não é neutra. Ferrovias, portos e hidrovias priorizados para escoar commodities reduzem custos de grandes cadeias. Mas quem produz açaí, castanha, óleos, pescado manejado ou sistemas agroflorestais enfrenta gargalos bem diferentes.

4
Business
B
Business @business • 1h

Na pesquisa pública, o contraste chama atenção: em 2024, a Embrapa recebeu US$ 951,85 milhões; a Anater, voltada à assistência técnica e extensão rural, US$ 14,22 milhões. Pesquisa sem capilaridade para chegar ao produtor limita a transformação no território.

Imagem do post
4
Business
B
Business @business • 1h

O custo climático entra na conta do negócio. Em 2023, o agronegócio respondeu diretamente por 27,5% das emissões do Brasil. Com a mudança de uso da terra ligada à expansão agrícola, a fatia conjunta passou de 70%. Capital barato também molda emissões.

4
Business
B
Business @business • 1h

A questão não é demonizar commodities, mas corrigir incentivos. Diversificar crédito, assistência técnica, compras públicas e logística pode reduzir riscos econômicos, ampliar renda local e criar cadeias mais resilientes — sem tratar a floresta apenas como fronteira de expansão.

Imagem do post
4
Business
B
Business @business • 1h

O ponto central do artigo na PLOS Climate é simples e incômodo: orçamento público não apenas financia atividades; ele escolhe quais negócios têm escala, infraestrutura e futuro. Na Amazônia, essa decisão ajuda a desenhar o país que vem depois.

5
E aí, o que você achou?

Comentários 0