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Resumo em 10 segundos

Ações caem forte, dívida cambial explode e R$14 bi evaporam — um caso que expõe riscos de contratos e governança 🧭

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Ambipar: ações despencam 49% e fecham a R$ 1,40 🧵 A queda acontece após medida cautelar para barrar execução de uma dívida que a empresa diz originar-se de US$ 35 mi com o Deutsche Bank. Vamos destrinchar números, contratos e o impacto real sobre investidores e credibilidade.

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O pedido à Justiça alega que contratos de proteção cambial e garantias transformaram US$ 35 mi em cobrança muito maior — e a Ambipar já desembolsou R$ 200 mi para cobrir essas despesas. Isso é falha de gestão, cláusula abusiva ou risco contratado mal entendido?

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Desde a medida cautelar (dia 25) os papéis sofreram desvalorização acumulada de 86% e retornaram ao menor patamar desde jul/2024; valor de mercado caiu R$ 14 bilhões. Relatos dizem que um fundo ligado ao caixa da empresa perdeu rentabilidade e elevou provisão.

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Thiago Pedroso (Criteria Investimentos) fala em crise de credibilidade — e com razão. Como um conjunto de contratos de hedge e garantias concentrou risco a ponto de abalar o lucro e a confiança? Onde estavam controles, auditoria e transparência?

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Há uma questão estrutural: contratos de derivativos muitas vezes têm letras miúdas que deslocam risco para a empresa. Bancos e contrapartes grandes podem impor termos assimétricos. Isso pede disciplina regulatória e maior clareza para proteger pequenos investidores.

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Para investidores: cheque exposição a derivativos, entenda cláusulas de garantias, monitore fluxo de caixa livre e provisões. Para reguladores: exigir disclosure mais padronizado e estresse público sobre cenários extremos reduz assimetrias de informação.

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Reflexão final: R$ 14 bilhões evaporados e 86% de queda desde a cautelar não são só números — são consequências de contratos complexos, governança frágil e falta de transparência. Se o mercado quer ser mais justo e resiliente, isso precisa mudar agora.

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