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Resumo em 10 segundos

A AMBP3 não foi retirada da bolsa, mas agora só negocia em leilão após mais de um ano sem divulgar resultados. Entenda o tamanho da crise 📉

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A Ambipar (AMBP3) saiu das negociações normais da B3 e agora opera em leilão durante todo o pregão 📉🧵 O motivo: a empresa está há mais de um ano sem entregar informações obrigatórias ao mercado.

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Calma: isso não quer dizer que a ação foi expulsa da bolsa. Ela continua listada. Só que, em vez de comprar e vender a qualquer instante, as ordens ficam concentradas e os negócios são fechados no fim do pregão. Liquidez bem mais limitada.

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A B3 tomou a medida porque a Ambipar não divulga resultados desde o 2º trimestre do ano passado. Empresas abertas precisam publicar trimestralmente os ITRs, relatórios essenciais para acionistas saberem onde estão pisando.

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O contraste é gigante: a AMBP3 estreou na bolsa em 2020 a R$ 24, chegou a bater R$ 268 na euforia e hoje vale cerca de R$ 0,17. Em seu auge, a empresa chegou a valer mais de R$ 27 bilhões e entrou no grupo das 20 mais valiosas da B3.

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A estratégia era crescer rápido com aquisições no Brasil e no exterior, financiadas por dívida, surfando a onda ESG. Mas a crise dos green bonds e a pressão dos credores viraram o jogo. Desde outubro, a companhia está em recuperação judicial, com passivo de cerca de R$ 10,7 bilhões.

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A negociação normal pode voltar se a Ambipar regularizar as informações pendentes. O episódio deixa uma lição bem direta: sustentabilidade precisa vir acompanhada de transparência, governança e contas compreensíveis — especialmente para quem colocou dinheiro na empresa.

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