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Mensagens em grupo de WhatsApp ligadas à apuração eleitoral levaram um estudante de 17 anos a faltar às aulas por medo. 🧵

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Um estudante de 17 anos no Distrito Federal recebeu, em um grupo de WhatsApp da turma, a ameaça: “se você for para a escola você não volta vivo”. O caso ocorreu durante a apuração eleitoral, segundo reportagem da Agência Brasil. 🧵

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Nos áudios aos quais a Agência Brasil teve acesso, o autor das mensagens associou a ameaça ao voto do colega: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”. A discussão política saiu do campo das ideias e se transformou em intimidação.

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O mesmo aluno escreveu que, se Flávio Bolsonaro perdesse, espancaria outros cinco colegas — “só na faca”. Outro adolescente reagiu às mensagens com curtidas e figurinhas de risada, o que reforça a gravidade do ambiente criado no grupo.

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Além das ameaças, houve mensagens de intolerância religiosa. A vítima é um adolescente trans e, segundo a mãe, não havia relatado transfobia anterior na escola. O episódio mostra como discursos de ódio podem atingir diferentes vulnerabilidades ao mesmo tempo.

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Por medo, o estudante passou a semana sem frequentar as aulas e ainda temia retornar. A família não havia registrado boletim de ocorrência por receio de exposição e retaliações — uma barreira comum para vítimas, especialmente adolescentes.

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Segundo a mãe, a direção informou que o aluno apontado como autor das ameaças foi transferido e o que concordou com as mensagens recebeu suspensão de quatro dias. Medidas escolares são relevantes, mas proteção, acolhimento e apuração responsável também importam.

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Naquele período, redes sociais registraram outros relatos de ofensas, chacotas e agressões contra crianças e adolescentes por escolhas políticas próprias ou das famílias. Divergência eleitoral não autoriza violência: escola precisa ser espaço de segurança, pluralidade e aprendizado democrático.

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