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Resumo em 10 segundos

📊 Estudo citado em debate no Equador aponta a distância entre a necessidade regional e o atual nível de investimento brasileiro. O desafio não é só gastar mais — é planejar, manter e medir resultados.

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A América Latina precisaria investir ao menos 3,12% do PIB por ano em infraestrutura até 2030, segundo estudo do BID citado em debate em Quito. No Brasil, o investimento foi de 2,22% do PIB em 2025. A conta envolve volume, qualidade e manutenção. 🏗️🧵

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Do total recomendado para a região, 41% deveria ir para manutenção. É um ponto decisivo: inaugurar obras sem preservar estradas, redes de água, portos e sistemas urbanos tende a elevar custos e reduzir a vida útil dos ativos.

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Para o advogado Augusto Dal Pozzo, ampliar aportes não basta. Concessões e PPPs precisam prever resultados claros, metas mensuráveis e acompanhamento durante toda a execução — não apenas a entrega formal de etapas contratuais.

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O transporte coletivo ilustra o problema. Renovar ônibus ou ajustar rotas pode melhorar o serviço, mas o ganho fica limitado se não houver integração com metrôs, trens, bicicletas e outros modais. Obra executada não significa problema resolvido.

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Esse foco em resultado também afeta o acesso da população. Projetos de saneamento, mobilidade e logística bem planejados podem reduzir desigualdades territoriais, ampliar serviços essenciais e diminuir perdas econômicas causadas por gargalos.

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A tecnologia pode reforçar a fiscalização. Bancos de dados e ferramentas de IA ajudam o poder público a monitorar cronogramas, recursos e metas. Mas Dal Pozzo ressalta: algoritmos devem apoiar decisões, não substituí-las, pois podem reproduzir vieses.

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A discussão vai além do percentual do PIB: exige carteira de bons projetos, regras contratuais verificáveis e capacidade pública de monitoramento. Sem planejamento e manutenção, mais investimento corre o risco de gerar menos impacto do que promete.

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