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Resumo em 10 segundos

🌌 A RXJ0528+2838 produz uma onda de choque há pelo menos mil anos, mas não tem a fonte de energia esperada para isso.

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Uma estrela morta a 730 anos-luz da Terra está gerando uma onda de choque poderosa que desafia os modelos atuais. 🌌 A estrutura envolve a anã branca RXJ0528+2838 e pode existir há pelo menos mil anos. 🧵

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RXJ0528+2838 é um sistema binário: uma anã branca — o remanescente denso de uma estrela — acompanha uma estrela parecida com o Sol. O enigma é que não há a fonte de energia normalmente necessária para manter esse choque.

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A estrutura é uma onda de choque de proa: um arco formado quando matéria expelida pelo sistema colide com o gás entre as estrelas durante seu deslocamento pela Via Láctea.

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Em sistemas semelhantes, um disco de matéria em torno da anã branca alimenta fluxos capazes de esculpir grandes estruturas no espaço. Mas os dados não mostram esse disco na RXJ0528+2838.

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O fenômeno foi encontrado com o Telescópio Isaac Newton, na Espanha, e investigado com o MUSE, instrumento do Very Large Telescope do ESO. As observações mapearam o choque e analisaram sua composição.

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A equipe confirmou que a onda pertence ao sistema binário, e não é uma nebulosa ou uma nuvem interestelar casual no mesmo campo de visão. Isso reforça que há um processo ativo e ainda incompletamente compreendido.

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Uma hipótese envolve o intenso campo magnético da anã branca. Ele pode canalizar diretamente para a estrela o material vindo da companheira, impedindo a formação de um disco. Ainda assim, isso não explica todo o fluxo observado.

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Publicado na Nature Astronomy, o caso lembra que mesmo objetos relativamente próximos, em escala galáctica, ainda guardam mecanismos desconhecidos. Entender como estrelas mortas lançam matéria ajuda a refinar os modelos de evolução estelar.

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