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Resumo em 10 segundos

Tiago Faierstein defende regulação que proteja consumidores e mantenha a viabilidade das empresas — mas o que isso significa na prática? ✈️🧭

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Presidente da Anac, Tiago Faierstein, diz que regulação precisa equilibrar proteção ao consumidor, sustentabilidade econômica das empresas e qualidade dos serviços — e que a agência não pode ser mais um fardo para um setor tão sensível 🛫🧵

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Faierstein lembrou que mais de 60% do custo de uma passagem no Brasil é dolarizado — combustível, leasing e insumos. Isso deixa preços à mercê do câmbio. A pergunta crítica é: se não dá pra mexer nisso, onde a regulação pode de fato atuar?

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Ele aponta os outros ~40% dos custos como alvo: taxas, infraestrutura, mão de obra e burocracia. Mas regular não é só reduzir normas — é também criar condições para concorrência justa, eficiência e menos litígios que travam operações.

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Além da eficiência, há um dilema social: proteger o passageiro (direitos, reembolsos, transparência) sem sufocar companhias capazes de oferecer voos acessíveis. Isso exige regulação inteligente, com foco em transparência tarifária e medidas anti-monopólio.

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Que ferramentas a Anac pode usar sem 'ser fardo'? Sandboxes regulatórios, simplificação de processos administrativos, revisão de taxas aeroportuárias e incentivos a modernização de frotas. São ações que visam competitividade sem abrir mão da segurança.

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Uma abordagem responsável também precisa olhar para sustentabilidade e direitos trabalhistas: eficiência de combustível e políticas de emprego decente reduzem custos no médio prazo e democratizam o acesso, sem transferir o ônus para trabalhadores ou consumidores.

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Reflexão final: se a regulação acertar o equilíbrio, o resultado pode ser bilhetes mais estáveis, serviços melhores e um setor mais resiliente — mas isso passa por escolhas regulatórias explícitas, políticas públicas coerentes e fiscalização que priorize impacto, não só regras.

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