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🦟 A cidade começou a implantar uma estratégia com mosquitos portadores de Wolbachia, bactéria que reduz a transmissão de arboviroses.

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🦟 Anápolis iniciou a implantação do Método Wolbachia, estratégia que busca reduzir a transmissão de dengue, Zika e chikungunya. A ação terá mais de 5 mil pontos na cidade e envolve SES-GO, Ministério da Saúde, Fiocruz e Wolbito do Brasil. 🧵

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Como funciona: mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia têm menor capacidade de transmitir os vírus dessas doenças. Eles se reproduzem e passam a bactéria aos descendentes, substituindo gradualmente a população local.

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Um ponto importante: os chamados “Wolbitos” não são geneticamente modificados. O método também não usa inseticidas ou outros produtos químicos e já é aplicado em diferentes países, com monitoramento científico dos resultados.

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Em Anápolis, a implantação foi precedida por capacitação de profissionais, orientação à população, definição dos locais de ação e instalação de armadilhas. Essas armadilhas ajudam a medir a quantidade de Aedes e a presença da Wolbachia.

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A estratégia será acompanhada ao longo do tempo: equipes vão verificar se a Wolbachia se estabelece nos mosquitos da cidade e avaliar seu efeito sobre a transmissão das arboviroses. Saúde pública baseada em evidências depende desse acompanhamento.

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Goiás já usa a ferramenta em Valparaíso e Luziânia, com financiamento do Ministério da Saúde e suporte da Fiocruz. Aparecida de Goiânia e Trindade estão em preparação para adotar o método.

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A Wolbachia não substitui os cuidados cotidianos. Eliminar água parada, vedar caixas-d’água e limpar calhas e quintais continua essencial: cada criadouro removido reduz as chances de proliferação do Aedes.

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A combinação de tecnologia, vigilância epidemiológica e participação da população pode ampliar a proteção coletiva. O desafio agora é medir os resultados em Anápolis e transformar evidência em prevenção acessível para mais cidades.

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