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🏦 CEO do BTG Pactual diz que levar a Selic a um dígito pode destravar crédito, consumo e investimento — mas cobra ajuste na dívida pública.

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Juros de 14% ao ano são hostis para empresas, varejo, indústria, empreendedores — e até bancos, afirma André Esteves, CEO do BTG Pactual. 🏦📉 O que isso significa na prática para a economia brasileira? 🧵

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Primeiro, o básico: a Selic é a taxa de referência dos juros no país. Quando ela está alta, empréstimos, financiamentos e parcelamentos tendem a ficar mais caros para famílias e empresas.

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Para uma pequena empresa, isso pode significar adiar a compra de máquinas, a abertura de uma loja ou novas contratações. Para consumidores, pesa no cartão, no crédito pessoal e no financiamento da casa ou do carro.

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Esteves contestou uma ideia comum: a de que bancos sempre ganham com juros altos. Taxas elevadas também reduzem a procura por crédito e aumentam o risco de inadimplência — o que limita negócios financeiros.

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Na visão do executivo, reduzir os juros de 14% para 7% teria alcance econômico enorme, especialmente na base da pirâmide. Quem depende mais de crédito costuma sentir primeiro — e com mais força — o custo dos juros.

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Mas por que a Selic não cai rapidamente? O ponto central citado por Esteves é a dívida pública. Se ela cresce em ritmo forte, investidores podem exigir juros maiores para financiar o governo, pressionando toda a economia.

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Ele argumenta que o cenário tem pontos favoráveis: US$ 370 bilhões em reservas, inflação esperada entre 4% e 4,5%, desemprego baixo e investimento estrangeiro superior ao déficit externo. O desafio é tornar o ajuste fiscal sustentável.

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A lição é simples: juros menores não dependem só de vontade do Banco Central. Exigem inflação sob controle, contas públicas previsíveis e crédito que chegue à economia real. Um juro de um dígito poderia mudar o ritmo de consumo e investimento.

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