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Resumo em 10 segundos

A imagem “crua” de M31 revela aviões, satélites e até partículas cósmicas no caminho da luz. 🌌🛰️

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A NASA mostrou Andrômeda antes da “limpeza” — e o resultado parece um retrato do céu em horário de pico. 🌌✈️🛰️ A galáxia surge atravessada por rastros de aviões, satélites e partículas cósmicas. 🧵

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A cena começou em 2019, no jardim de uma casa em Portugal. O astrofotógrafo Kees Scherer apontou sua câmera para M31, a grande vizinha da Via Láctea, e deixou o tempo trabalhar.

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Foram 223 exposições de 300 segundos: 18 horas e 35 minutos de luz acumulada. Em cada quadro, Andrômeda permanecia ali, quase imóvel. Mas entre a câmera e ela, o céu terrestre nunca parava de se mexer.

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A versão crua entrega os intrusos: linhas de aviões e satélites, além de marcas deixadas por múons e outras partículas. Múons nascem quando raios cósmicos atingem a atmosfera e podem alcançar o sensor da câmera.

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A imagem final não é uma fantasia feita no Photoshop. Programas como Astro Pixel Processor, DeepSkyStacker e PixInsight empilham as fotos: o que se repete — a luz de Andrômeda — ganha força; o que aparece só uma vez tende a sumir.

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O detalhe mais curioso é que essa comparação foi publicada sem a rejeição automática de pixels fora do padrão. Por isso, os rastros continuam visíveis: uma lembrança de que observar o cosmos hoje também exige atravessar o ruído da Terra e da órbita.

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Andrômeda está a cerca de 2,5 milhões de anos-luz. Sua luz viajou milhões de anos para chegar até nós — e, nos últimos metros, encontrou satélites, aviões e raios cósmicos. Fotografar o Universo também é aprender a proteger a janela para ele.

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