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Resumo em 10 segundos

No Campo Limpo, Lucas Andrade mostra que a doação de órgãos começa com escuta, respeito e informação. 💚

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Um enfermeiro de Campo Limpo descobriu que, na doação de órgãos, o gesto mais importante pode acontecer antes de qualquer transplante: acolher uma família em luto. 💚🧵

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Lucas Alves de Andrade, 37, nasceu em Itaú de Minas, cidade de pouco mais de 14 mil habitantes. Foi o primeiro da família a chegar ao ensino superior e encontrou na enfermagem uma vocação: cuidar de pessoas quando elas mais precisam.

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Desde 2015 no Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires Rocha, ele integra a equipe hospitalar de doação para transplantes. No começo, Lucas observava o resultado: a captação e a chance de salvar vidas. Depois, enxergou toda a jornada.

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A busca por possíveis doadores começa nas áreas críticas, como pronto-socorro e UTI. Quando exames rigorosos confirmam morte encefálica, o médico comunica o óbito. Só então a equipe multidisciplinar se aproxima dos familiares.

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Não é uma conversa para pressionar ninguém. Como Lucas explica, a missão é oferecer informações claras e respeitar a dor, independentemente da decisão. O acolhimento tem valor próprio — mesmo quando a doação não acontece.

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Por trás de cada transplante há uma rede de profissionais, famílias e um sistema público que torna esse cuidado possível. O SUS responde por cerca de 95% dos transplantes no Brasil, garantindo acesso gratuito a quem espera por uma nova chance.

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Setembro Verde lembra a importância de conversar sobre doação de órgãos com a família. Mas a história de Lucas deixa outra lição: salvar vidas também é saber escutar, informar com humanidade e respeitar cada despedida. 💚

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