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A história da presença indígena na política brasileira começa bem antes de virar estatística eleitoral. 🗳️🌿

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A participação indígena nas urnas brasileiras tem uma história que começa em municípios distantes dos grandes centros — e com uma disputa de memória no meio. 🗳️🌿 Quem foi a primeira pessoa indígena eleita no país? 🧵

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Segundo a Justiça Eleitoral, o pioneiro foi Manoel dos Santos, conhecido como Seu Coco. Descendente indígena, ele se elegeu vereador em Oiapoque, no Amapá, em 1969.

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Mas a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) conta outra trajetória: a primeira descendente indígena eleita teria sido Carmelita Cruz, vereadora em Rodelas, na Bahia, em 1963.

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A diferença entre as datas não é só uma curiosidade histórica. Ela mostra como registros oficiais muitas vezes deixaram identidades indígenas, especialmente as de mulheres, fora do centro da narrativa política.

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De Oiapoque a Rodelas, essas candidaturas carregavam algo maior que um mandato: a entrada de povos historicamente empurrados à margem nos espaços onde se decidem orçamento, território, saúde e educação.

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Desde 2019, a Justiça Eleitoral adotou medidas para ampliar essa participação: cartilhas bilíngues e urnas adaptadas a linguagens indígenas. Acessibilidade eleitoral também é democracia na prática.

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Representação não resolve sozinha conflitos por terras, serviços públicos ou proteção ambiental. Mas muda quem pode apresentar essas demandas com voz própria dentro das instituições.

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A dúvida sobre quem veio primeiro revela uma certeza: a presença indígena na política não começou agora — e reconhecer essa história é parte de construir eleições mais plurais, acessíveis e fiéis ao Brasil real.

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