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Resumo em 10 segundos

Uma história de luto, recomeço e coragem que levou Gabriela de volta à sala de aula — agora, rumo à medicina. 🩺

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Aos 38 anos, Gabriela Araújo Warttmann está no 8º semestre de medicina — depois de construir uma carreira no direito. O sonho parecia impossível por anos, até que a vida a levou para dentro de um hospital. 🩺🧵

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Nascida em Santa Maria (RS), filha e esposa de militares, Gabriela viveu em vários estados. Trabalhava desde os 18 anos, acumulou experiência em advocacia, contabilidade, pós-graduações e cargos de gerência.

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Mas havia uma vontade guardada: ser médica. Ela não dizia isso em voz alta. O curso parecia distante demais — pelo custo, pela longa jornada e pelo medo de recomeçar depois de cerca de 15 anos longe da graduação.

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Então veio a pandemia. Os pais foram internados com Covid-19 ao mesmo tempo. O pai precisou ser intubado e enfrentou uma recuperação longa. A mãe foi transferida de UTI aérea para Recife, mas morreu por complicações da doença.

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Durante meses, Gabriela acompanhou o pai no ambiente hospitalar. Em meio ao que ela descreve como um cenário de guerra, a medicina deixou de ser um desejo silencioso: tornou-se uma certeza sobre o que queria fazer da vida.

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Dois anos depois, aos 34, ela entrou em medicina no primeiro vestibular que prestou. O medo continuava: pagar o curso, voltar a estudar, depender de apoio financeiro e encontrar seu lugar entre colegas mais jovens.

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A rede de apoio fez diferença: o pai financia os estudos pelo Pravaler, o marido ajuda nas despesas da casa, e amizades sustentam a jornada. A história lembra como acesso à educação também depende de condições concretas, não só de talento.

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Gabriela ainda não recebeu o diploma, mas já atravessou a parte mais difícil: permitir-se tentar. A ciência e a saúde precisam de trajetórias como a dela — gente que transforma experiência, escuta e persistência em cuidado.

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