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🐋 A proteção de baleias no Atlântico Sul esbarrou mais uma vez em interesses nacionais. O impasse expõe os limites da cooperação ambiental global.

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🐋 Aos 80 anos, a Comissão Baleeira Internacional voltou a travar uma proposta de santuário de baleias no Atlântico Sul — defendida há 28 anos. Países favoráveis à caça usaram seu peso no voto para bloquear a medida em Hobart, na Austrália. 🧵

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O projeto busca criar uma enorme zona de proteção em uma região vital para diversas espécies de baleias. Não se trata só de um símbolo: rotas migratórias, alimentação e reprodução dependem de mares com menos ameaças humanas.

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O ponto crítico é o desenho institucional da comissão: proteger um santuário exige maioria qualificada. Na prática, uma minoria organizada de países pró-caça consegue impedir uma iniciativa apoiada por muitos governos conservacionistas.

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É um retrato conhecido da governança ambiental global: os impactos da degradação dos oceanos são compartilhados, mas o poder de veto e os benefícios econômicos de curto prazo continuam concentrados. Cooperação não basta quando as regras premiam o bloqueio.

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A caça comercial de baleias perdeu espaço ao longo das décadas, mas o impasse mostra que o tema não está resolvido. E a pressão sobre cetáceos vai além dela: redes de pesca, colisões com navios, ruído submarino e aquecimento dos mares também pesam.

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A 70ª reunião da comissão aprovou novas resoluções, apesar do fracasso do santuário. Isso importa — acordos técnicos podem melhorar monitoramento e proteção —, mas não substitui uma decisão estrutural para uma área tão estratégica quanto o Atlântico Sul.

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O aniversário de 80 anos da Comissão Baleeira deixa uma pergunta incômoda: instituições internacionais conseguem responder à crise da biodiversidade na velocidade necessária ou seguirão reféns de impasses previsíveis? Para as baleias, tempo é habitat.

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