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🏢 Uma plataforma que administrava R$ 17 bilhões agora busca tempo na Justiça para reorganizar dívidas e preservar operações.

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A noite de segunda-feira (14) terminou com um movimento decisivo para a Apex Partners: a plataforma de investimentos pediu recuperação judicial em Vitória. 🏢🧵

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O pedido chegou justamente no último dia do prazo dado pela Justiça para a empresa definir seu caminho. Mas há uma diferença crucial: recuperação judicial não é automática — agora, o Judiciário vai analisar a solicitação.

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Por trás da decisão, há números que mudam a escala da história: a Apex tinha cerca de 8 mil investidores, administrava mais de R$ 17 bilhões e enfrenta uma dívida estimada em R$ 985,6 milhões.

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A crise começou a emergir em agosto, após uma investigação interna identificar inconsistências financeiras. O fundador e então presidente Fernando Cinelli e o diretor financeiro Eduardo Siqueira foram afastados.

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Na petição, a Apex busca uma blindagem temporária de 60 dias enquanto uma auditoria externa tenta mapear a origem e o tamanho do problema. A empresa diz que quer reestruturar a operação e proteger ativos, credores e investidores.

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O impacto já apareceu no mercado: um fundo ligado à Apex teve saques suspensos pelo BTG Pactual. Para quem investe, episódios assim reforçam o valor de transparência, governança independente e informação clara antes de qualquer decisão.

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Agora começa a parte mais difícil: transformar a promessa de reorganização em dados verificáveis, auditoria sólida e respostas aos afetados. Em crises financeiras, confiança não se pede — ela se reconstrói, passo a passo.

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