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Resumo em 10 segundos

🐾 Uma estudante com TEA e TDAH conquistou na Justiça o direito a apoio acadêmico. A pergunta é: por que a inclusão ainda precisa ser judicializada?

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Uma estudante de Medicina Veterinária com TEA e TDAH garantiu na Justiça o direito a um profissional de apoio nas aulas e atividades acadêmicas. 🐾🧵 Mas por que acessar plenamente uma formação científica ainda depende de uma decisão judicial?

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Medicina Veterinária exige atenção a protocolos, práticas clínicas, manejo de animais, laboratório e muita informação simultânea. Se a universidade sabe disso, não deveria planejar acessibilidade antes que a estudante precise lutar por ela?

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Profissional de apoio não significa reduzir exigências, “facilitar” uma prova ou substituir a aluna. Significa remover barreiras de comunicação, organização e participação. Desde quando igualdade é tratar realidades tão diferentes como se fossem iguais?

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TEA e TDAH não definem capacidade, talento ou vocação para a ciência. O que pode limitar uma trajetória é um ambiente que presume que todo mundo aprende, processa estímulos e interage do mesmo jeito. Que ciência perde quando exclui esses perfis?

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Na formação veterinária, diversidade cognitiva também pode ampliar o olhar sobre bem-estar animal, observação clínica e resolução de problemas. Não seria mais inteligente construir equipes científicas com experiências e formas de pensar diversas?

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A decisão reconhece um direito individual, mas revela uma falha coletiva: quantos estudantes desistem de cursos científicos por não terem suporte, informação ou recursos para buscar seus direitos? Inclusão pode depender de quem consegue chegar ao tribunal?

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A grande questão não é se uma estudante merece apoio. É por que instituições de ensino ainda tratam acessibilidade como exceção, e não como parte básica da educação científica. Quando o suporte vira regra, quantos talentos passam a permanecer?

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