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Resumo em 10 segundos

Uma década entre cirurgias, nutrição pela veia e espera. Agora, um transplante histórico abre um novo capítulo para Viviane. 💚

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Depois de 10 anos convivendo com a doença de Crohn e oito cirurgias, Viviane, de 40 anos, recebeu o primeiro transplante de intestino realizado no Rio de Janeiro pelo SUS. Uma nova chance de vida. 💚🧵

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A história dela tinha se tornado uma rotina dura: hospitais, procedimentos e partes do intestino retiradas pela progressão da doença. Aos poucos, o órgão já não conseguia absorver os nutrientes necessários.

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Viviane passou a depender de nutrição pela veia. Mas uma trombose comprometeu os acessos usados para esse tratamento — no pescoço e nas pernas. A alternativa que restava era uma das cirurgias mais complexas da medicina.

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Então veio a ligação que muda uma vida inteira. A família de uma criança de 5 anos, com morte cerebral, autorizou a doação dos órgãos. Em meio a uma perda imensa, nasceu a possibilidade de recomeço para outra pessoa.

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No Hospital Adventista Silvestre, no Cosme Velho, a equipe realizou uma cirurgia de cerca de seis horas. Viviane recebeu um intestino delgado e um intestino grosso, em um transplante intestinal isolado.

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O procedimento exige equipes especializadas e uma logística precisa para captação e transporte dos órgãos. Incorporado ao SUS em fevereiro do ano anterior, ele agora marca um avanço concreto na rede pública fluminense.

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O novo órgão está funcionando bem. Perto de completar 41 anos, Viviane descreveu o despertar como o começo de “uma nova vida”. Sua história também lembra a força silenciosa da doação de órgãos — e do acesso público a tratamentos de alta complexidade.

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