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A cirurgia que pode ajudar a reconstruir corpo e autoestima é um direito — mas só 17% das mulheres mastectomizadas a acessaram pelo SUS. 🎀

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Uma mulher enfrenta o câncer de mama, passa pela mastectomia e encerra uma etapa duríssima do tratamento. Mas, para muitas, a reconstrução da mama — que é um direito — nunca chega. No SUS, só 17% realizaram o procedimento entre 2014 e 2024. 🎀🧵

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O número vem de dados do Datasus analisados em levantamento publicado em 2026. Em outra estimativa, da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de 80% das pacientes mastectomizadas na rede pública ficam sem acesso à reconstrução.

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Não se trata apenas de estética. A reconstrução pode ter papel importante na recuperação da imagem corporal, da autoestima e da qualidade de vida após o câncer. Tratar a doença também é olhar para o que acontece depois da retirada do tumor.

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Quando há condições clínicas e estrutura disponível, a reconstrução deve ser feita no mesmo momento da mastectomia. Mas radioterapia, características do tumor e dos tecidos ou a própria capacidade do serviço podem exigir que ela fique para depois.

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E “para depois” não deveria significar “nunca”. A reconstrução tardia é uma possibilidade para quem terminou o tratamento sem a cirurgia. O desafio é garantir acompanhamento, informação clara e uma rede capaz de transformar esse direito em cuidado real.

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Houve uma atualização recente: a Portaria GM/MS nº 12.254 incluiu o procedimento de reconstrução mamária unilateral, com ou sem prótese, na tabela do SUS. A previsão anual de recursos para cirurgias reconstrutivas de mama é de R$ 37,1 milhões.

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O dado de 17% revela a distância entre uma política prevista no papel e a experiência de milhares de mulheres. Ampliar equipes, estrutura e acesso regional pode fazer da sobrevivência ao câncer uma história de continuidade — não de abandono.

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