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Resumo em 10 segundos

Uma manifestação estudantil terminou com uma lesão devastadora — e reabriu o debate sobre até onde pode ir a força policial. 🇫🇷🧵

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Um adolescente de 15 anos perdeu a mão durante um protesto escolar na França. Agora, a Amnesty International pede o banimento definitivo das granadas de efeito moral em todas as manifestações. 🇫🇷🧵

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O caso ocorreu em Lens, perto da escola profissional Auguste-Béhal. O jovem foi levado a um hospital em Lille. Há versões conflitantes: a polícia diz que ele teria pegado a granada; uma estudante afirma que ela atingiu sua mão diretamente.

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Diante da repercussão, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou uma suspensão temporária dessas granadas nos protestos de estudantes, enquanto a investigação avança. Para a Amnesty, porém, isso é só o começo.

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“Esses dispositivos perigosos têm um longo histórico de ferimentos graves”, alertou Anne Savinel-Barras, da Amnesty França. A entidade defende que a proibição seja permanente — antes que novas lesões evitáveis aconteçam.

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Por trás da tensão há uma mobilização nacional: estudantes bloqueiam centenas de escolas desde setembro. Eles denunciam falta de professores, jornadas sobrecarregadas e prédios deteriorados, inadequados até para o aumento das temperaturas.

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A União Sindical dos Estudantes do Ensino Médio estima que os atos já reuniram até 450 mil jovens. Enquanto o governo fala em diálogo e aponta influência de grupos políticos, entidades de direitos humanos denunciam força desproporcional contra menores.

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As regras da ONU são claras: força policial só pode ser usada quando necessária e proporcional. A orientação internacional também considera ilegal lançar granadas flash diretamente contra pessoas, pelo alto risco de trauma grave.

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O episódio em Lens resume um dilema urgente: como proteger a ordem pública sem transformar a reivindicação de estudantes por educação digna em risco permanente à sua integridade? Suspender é imediato; prevenir exige regra, controle e responsabilização.

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