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Resumo em 10 segundos

A proibição das apostas on-line deve vir acompanhada de cuidado em saúde mental — inclusive para familiares. 🧠📱

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Com o fim das apostas on-line anunciado pelo governo, o Ministério da Saúde diz que vai ampliar a busca ativa por apostadores contumazes — com oferta de acompanhamento e tratamento quando necessário. 🧠🧵

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Mas o que é “busca ativa”? É quando a rede de saúde não espera apenas a pessoa pedir ajuda: identifica quem pode estar em risco e faz contato para orientar, acolher e encaminhar ao cuidado adequado.

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Segundo o ministro Alexandre Padilha, essa estratégia já existiria desde dezembro de 2025. Dados compartilhados por Fazenda, Segurança e Receita ajudariam a localizar padrões de jogo problemático.

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Esse ponto exige cuidado: dados financeiros e de saúde são sensíveis. O governo afirma que o cruzamento ocorrerá no Nuvem Brasil, com proteção da LGPD e regras éticas do atendimento em saúde.

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A ideia é usar o Meu SUS Digital e teleatendimentos para ampliar o acesso à saúde mental. O suporte também deve alcançar familiares, que frequentemente lidam com dívidas, conflitos e sofrimento emocional ligados ao jogo.

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Jogo problemático não é falta de força de vontade. Pode envolver perda de controle, tentativas repetidas de parar, endividamento, isolamento e ansiedade. Se apostar deixou de ser lazer e virou prejuízo, buscar ajuda é um passo de cuidado.

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O impacto coletivo é enorme: estudo do IEPS citado pelo ministro estima custo social de R$ 38,8 bilhões por ano associado às apostas. Desse total, R$ 17 bilhões seriam ligados a mortes adicionais por suicídio.

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Ainda faltam detalhes sobre o fluxo de atendimento e o início dos contatos. A medida só será efetiva se vier com acolhimento, sigilo, equipes preparadas e acesso real pelo SUS — sem estigma para quem precisa de ajuda.

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