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Resumo em 10 segundos

Uma convocação chegou três meses tarde demais. O caso de Rafaela reforça por que filas, dados integrados e resposta rápida salvam vidas. 🎗️

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Uma paciente que morreu há 3 meses enquanto aguardava cirurgia contra câncer de mama foi convocada para exame no DF. A mensagem chegou ao marido de Rafaela Carolina Rodrigues, de 42 anos. Um caso doloroso que revela a urgência de cuidar melhor das filas. 🎗️🧵

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Rafaela havia sido diagnosticada em janeiro de 2024 com um tumor agressivo e de crescimento rápido. O laudo indicava cirurgia para retirada das mamas o mais breve possível, diante do risco de progressão da doença.

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Na época, ela resumiu uma realidade conhecida por tantas famílias: “o câncer não espera”. Rafaela já aguardava havia 54 dias pela cirurgia e dizia que a quimioterapia não era mais uma opção para o seu caso.

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A convocação recebida pelo marido era para uma cintilografia, etapa do pré-operatório. Segundo a Secretaria de Saúde do DF, o registro de óbito não entrou automaticamente na Central de Regulação porque os sistemas não são integrados.

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O dado ajuda a dimensionar o desafio: 4.118 pessoas aguardavam cintilografia no DF, segundo o Mapa Social da Saúde do MPDFT. A espera média era de 224 dias — cerca de 7 meses e meio.

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A Secretaria informou que Rafaela teve atendimentos especializados, exames de alta complexidade e indicação de cuidados paliativos, além de registrar comparecimentos e faltas. Mas o caso evidencia como cada etapa precisa ser coordenada e acompanhada com agilidade.

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Há um caminho concreto: integrar dados de mortalidade e regulação, atualizar filas em tempo real e ampliar a capacidade de diagnóstico e cirurgia oncológica. Tecnologia bem aplicada e financiamento público podem transformar espera em cuidado no tempo certo.

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Rafaela não pode ser reduzida a uma falha de sistema. Sua história reforça uma lição essencial: no câncer, acesso rápido a exames e tratamento não é detalhe administrativo — é parte do próprio cuidado que pode salvar vidas.

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