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Resumo em 10 segundos

⚠️ Um falso aplicativo desktop do Claude distribui malware capaz de esvaziar carteiras e capturar senhas. O golpe ficou mais sofisticado — e seletivo.

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Um app falso do Claude está sendo usado para instalar um malware que rouba criptomoedas, senhas e dados do navegador no Windows. ⚠️ A isca explora a confiança na IA — e o ataque foi desenhado para passar despercebido. 🧵

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O malware se chama RevStealer. Antes de agir, ele avalia se está em uma máquina de usuário real: memória disponível, núcleos do processador, nome do host, usuário e até hardware gráfico entram na checagem.

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Por que isso importa? Ambientes de análise costumam ter configurações diferentes de PCs comuns. Se o RevStealer suspeita que está sendo investigado, ele simplesmente não executa a carga maliciosa.

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Se o dispositivo passa no “teste”, o código é descriptografado, salvo com nome aleatório e executado em segredo. O objetivo não é só acessar uma carteira: é coletar credenciais e dados que abrem outras portas.

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O caso reforça um padrão preocupante: marcas conhecidas de IA viraram uma isca eficiente. A pressa para testar novas ferramentas cria um mercado perfeito para instaladores falsos, sobretudo fora dos canais oficiais.

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E não é um episódio isolado. A Kaspersky identificou o OkoBot, voltado a investidores cripto: ele pode capturar arquivos de carteiras, dados de navegadores, credenciais e até injetar extensões maliciosas.

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A defesa básica continua pouco glamourosa: baixe softwares só de fontes oficiais, desconfie de “versões desktop” não anunciadas, use carteira de hardware para valores relevantes e nunca deixe a seed phrase no navegador.

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Em cripto, autocustódia dá autonomia — mas transfere também a responsabilidade pela segurança. Quanto mais sofisticada a fraude, menos basta culpar a vítima: educação acessível e plataformas mais transparentes viram parte da proteção.

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