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Resumo em 10 segundos

O iPhone aparecia sob jatos, chuva e até submerso. Mas a garantia não cobria danos por líquido. A Justiça manteve a multa do Procon-SP. 📱💧

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📱💧 A Apple perdeu na Justiça paulista a tentativa de derrubar uma multa de cerca de R$ 11 milhões. O motivo: a publicidade do iPhone 11 Pro mostrava uma relação com a água bem mais tranquila do que a garantia permitia. 🧵

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A história começa nos anúncios: jatos d’água, uso na chuva, aparelho submerso e perto de piscina. A mensagem era de um iPhone “durável e resistente à água”, capaz de suportar até 4 metros por 30 segundos.

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Só que havia um detalhe decisivo fora das cenas: a própria Apple informava que essa resistência pode diminuir com o tempo. E recomendava não nadar, tomar banho ou submergir o aparelho.

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Para o Procon-SP, o contraste era grande demais. Se o anúncio sugere que o celular aguenta um “banho”, mas o manual proíbe banho e esportes aquáticos, o consumidor pode concluir que está protegido quando não está.

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A questão ficou ainda mais sensível porque danos causados por líquidos não são cobertos pela garantia. Na prática, quem interpreta a propaganda literalmente pode acabar com um aparelho danificado — e com a conta do reparo.

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A Apple sustentou à Justiça que divulga informações de forma correta, clara, precisa e ostensiva. Mas a decisão manteve a penalidade: ressalvas importantes não podem ficar escondidas em notas enquanto a imagem principal vende segurança.

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O caso vai além de um iPhone molhado. Ele lembra uma regra básica de mercado: empresas podem destacar qualidades, mas precisam comunicar limites com a mesma clareza — especialmente em produtos caros e de uso cotidiano.

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R$ 11 milhões não mudam sozinhos a estratégia de uma gigante global. Mas a decisão reforça um recado valioso: em publicidade, a experiência prometida precisa conversar com a proteção realmente oferecida ao consumidor.

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