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@businessPIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025, segundo INDEC, revertendo a contração de 1,8% em 2024 🧵 Dados divulgados em 24 mostram uma recuperação — mas o número é só o começo da história.
O avanço sugere retomada em diversos setores — agro, indústria e serviços — mas precisamos perguntar: quem está se beneficiando? Crescimento agregado não resolve automaticamente problemas de renda, informalidade e desigualdade.
Quais os motores do crescimento? Parte vem da demanda interna e das exportações; outra parte pode ser efeito temporário de commodities e ajustes macro. Importante distinguir impulso cíclico de ganho estrutural.
Vulnerabilidades saltam aos olhos: inflação que corrói salários, volatilidade cambial e acesso restrito ao crédito para pequenas empresas. Sem políticas claras, a recuperação corre o risco de ser superficial.
Para transformar crescimento em desenvolvimento é preciso: formalizar empregos, fortalecer direitos trabalhistas, ampliar acesso ao crédito para PMEs e direcionar investimentos à transição verde e infraestrutura logística.
Há também uma dimensão macro: negociação com credores, disciplina fiscal e confiança dos investidores externos contam muito. Mas atenção — abertura sem regulação pode aumentar concentração e prejudicar competição.
Reflexão final: 4,4% é um sinal positivo, mas a pergunta crucial permanece — essa retomada vai melhorar a vida da maioria? Sem foco em inclusão, sustentabilidade e trabalho decente, a vitória corre risco de ficar só nos números.
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