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Resumo em 10 segundos

O número de empresas com trabalhadores registrados caiu ao menor nível em 19 anos. E a recuperação de alguns setores não está chegando para todo mundo. 📉

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A Argentina chegou a 480.067 empresas com trabalhadores registrados em julho — o menor patamar desde 2007. Desde o início do governo Javier Milei, são 32.290 empresas empregadoras a menos no país. 📉🧵

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Só em julho, desapareceram 948 empresas da base em relação a junho. E não foi um tropeço isolado: a série já soma 18 meses seguidos de queda no número de empregadores registrados.

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No recorte de 12 meses, a redução foi de 15.475 empresas, ou 3,1%. Comparado ao fim de 2025, foram 9.682 a menos. Para quem toca negócio pequeno, esses números têm nome: loja, oficina, restaurante, serviço.

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Tem um contraste importante: hidrocarbonetos, mineração, agronegócio e energia ainda atraem investimentos. Mas esse avanço setorial não tem sido suficiente para compensar a estagnação em boa parte da economia e a perda de renda.

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Menos empresas empregadoras também costuma significar menos portas de entrada para trabalho formal. E isso pesa mais em quem já enfrenta barreiras para conseguir emprego: jovens, mulheres e trabalhadores de regiões fora dos grandes polos.

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A própria Superintendência de Riscos do Trabalho faz uma ressalva necessária: a queda não prova que todos os casos sejam fechamentos definitivos. Pode haver fusões, mudanças de cadastro ou saídas da cobertura. Mas a tendência prolongada preocupa.

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O dado central é simples: a economia pode até ter ilhas de expansão, mas um país não se sustenta só com elas. Quando empresas menores e médias encolhem por tantos meses, emprego, concorrência e consumo do dia a dia sentem juntos.

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