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📉 A atividade argentina despencou em julho e os sinais para o trimestre ficaram mais fracos. Entenda, passo a passo, por que o PIB pode confirmar recessão técnica. 🧵

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A Argentina pode estar a um trimestre de confirmar uma recessão técnica. 📉 Depois de o PIB cair no 2º trimestre, os indicadores de julho e agosto pioraram o cenário. Entenda o que os números mostram — sem economês. 🧵

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Primeiro, o conceito: recessão técnica é quando o PIB recua por dois trimestres seguidos. Não resume toda a economia, mas sinaliza que a produção de bens e serviços encolheu de forma persistente.

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Entre abril e junho, o PIB argentino caiu 0,6% ante os três primeiros meses de 2026. Para evitar a recessão técnica, a economia precisaria voltar a crescer no trimestre de julho a setembro.

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O problema veio em julho: o Emae, indicador mensal do Indec que funciona como uma prévia do PIB, tombou 2,9% em relação a junho. Foi o pior resultado mensal desde o início do governo Javier Milei, em dezembro de 2023.

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Na comparação com julho do ano anterior, a atividade caiu 1,4%. O dado surpreendeu porque o mercado esperava alta média de 1,8%. Quando a expectativa era crescimento e o resultado é queda, o alerta fica maior.

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Por que julho pesa tanto? Porque, para o trimestre fechar no azul, agosto e setembro teriam de compensar uma queda muito forte. Economistas admitem alguma recuperação, mas consideram difícil recuperar todo esse terreno em pouco tempo.

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A Oxford Economics passou a projetar contração de cerca de 2% no PIB do 3º trimestre. Se isso se confirmar, a recessão técnica estará caracterizada — e a desaceleração tende a atingir vendas, investimentos e empregos.

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Há uma diferença importante: a consultoria ainda prevê crescimento de 2% para o ano de 2026. Mas crescimento anual não elimina o impacto de meses fracos: para famílias e pequenos negócios, renda, crédito e consumo sentem a economia no presente.

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