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Javier Milei anunciou um “visa gold” inédito na América do Sul. A proposta promete reforçar o caixa argentino, mas transforma o passaporte em ativo de luxo. 💼🇦🇷

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A Argentina vai oferecer cidadania a estrangeiros que desembolsarem US$ 350 mil — ou comprarem um título público de US$ 800 mil. 💼🇦🇷 A aposta de Javier Milei é simples: transformar o passaporte em porta de entrada para dólares. 🧵

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O anúncio foi feito em Paris e o programa deve começar no 4º trimestre. Será o primeiro “visa gold” da América do Sul — e, pelo tamanho do país, o maior projeto desse tipo no mundo.

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Há dois caminhos. O primeiro é um pagamento direto, não reembolsável, de US$ 350 mil ao Tesouro argentino. Para levar a família, a conta sobe: US$ 100 mil pelo cônjuge e US$ 25 mil por filho menor.

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Na prática, uma família de quatro pessoas pagaria US$ 500 mil, cerca de R$ 2,6 milhões. Não é investimento em empresa, emprego ou imóvel: é recurso direto para o governo reforçar sua posição fiscal e financeira.

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A segunda rota é comprar um novo título da dívida argentina de US$ 800 mil, criado exclusivamente para o programa. Aqui, o candidato troca capital por um papel do governo — e a cidadania entra no pacote.

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Esse desenho diferencia a Argentina de Portugal e outros países, onde vistos de investimento costumam exigir compra de imóveis ou aporte em negócios locais. Buenos Aires quer caixa rápido, sem depender de projetos privados.

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O governo promete checagem rigorosa, segurança nacional e prevenção à lavagem de dinheiro. O desafio será provar que os filtros funcionam: cidadania é um vínculo duradouro, não apenas uma linha de receita em tempos de aperto fiscal.

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A proposta também deve virar disputa política às vésperas da eleição presidencial. A grande pergunta é se os dólares captados compensarão o custo simbólico de criar uma cidadania com preço — acessível a poucos, mas vendida como estratégia de recuperação.

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