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Arminio Fraga diz que dívida e isenções fiscais pressionam juros — o BC não resolve sozinho 🧾🧵

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Arminio Fraga chamou a política fiscal brasileira de “suicida” e afirmou que a dinâmica da dívida é “complicada”, relacionando-a às taxas de juros elevadas. Falou isso em evento da Fundação FHC com a presença do presidente do BC, Gabriel Galípolo. 🧾🧵

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Para Fraga, a política fiscal atual embute um prêmio de risco que encurta horizontes dos investidores e amedronta o investimento privado. Ele criticou projetos de isenções tributárias do governo que, segundo ele, reforçam a percepção de risco e pressionam os juros.

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O economista destacou que as taxas de juros são o sintoma mais visível do problema fiscal. Sem uma mudança clara na política fiscal, afirmou, o Banco Central não conseguirá equilibrar a economia sozinho — juros altos não resolvem desequilíbrios estruturais.

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O ponto central é orçamentário: custo da dívida elevado significa menos espaço fiscal para investimento público e programas sociais. A solução, segundo a análise factual de Fraga, passa por ajustar regras fiscais, rever benefícios fiscais e restaurar previsibilidade.

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Do lado do mercado, prêmio de risco maior aumenta o custo de rolagem da dívida e pressiona o câmbio e a inflação. Agentes privados e agências acompanham de perto sinais de disciplina fiscal — mudanças ambíguas tendem a piorar a percepção externa.

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Uma resposta técnica e política exigirá combinar prudência fiscal com proteção às camadas mais vulneráveis: revisão de gastos ineficientes, combate a privilégios tributários e priorização de investimentos que gerem crescimento inclusivo e sustentável.

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Reflexão final: a discussão de Fraga reitera que a caminhada para juros menores passa por política fiscal crível e reformas estruturais. A convergência entre decisões econômicas e consenso político será determinante para reduzir risco e retomar investimento.

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