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Resumo em 10 segundos

Joel Mokyr (Nobel) argumenta que ideias e modelos mentais movem mudanças econômicas — não só recursos. Uma thread sobre como crenças moldam instituições e inovação 💡🇧🇷

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Joel Mokyr, Nobel de Economia, diz que o desenvolvimento é tanto uma batalha de ideias quanto de recursos — e que isso explica por que a Revolução Industrial nasceu na Grã-Bretanha e não na China. Uma história sobre crenças, instituições e empreendedores culturais 💡🧵

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Mokyr descreve a “grande sinergia do Iluminismo”: o programa baconiano de conhecimento útil (aplicado, não só teórico) somado ao reconhecimento de que instituições melhores criam incentivos melhores. Foi essa combinação que abriu espaço para inovação em escala.

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Imagine redes de cientistas, inventores e empresários que aceitavam experimentação e fracasso — e protegiam propriedade e troca de ideias. Esses modelos mentais não surgem por acaso: foram cultivados por empreendedores culturais que mudaram o sentido comum do que era valorizado.

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Por que não ocorreu o mesmo na China? Mokyr e estudiosos como Bernardo Mueller lembram que recursos e habilidade técnica não bastam. Sem a mesma configuração de crenças, incentivos e instituições que permitissem acumular e aplicar conhecimento, a transição não deslancha.

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No livro 'Brazil in Transition' (Princeton), Lee Alston, Bernardo Mueller, Carlos Pereira e colaboradores analisam exatamente isso: crenças, liderança e mudança institucional. Para o Brasil, a lição é prática — reformas precisam andar juntas com narrativas e educação que democratizem o saber.

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Reflexão final: se desenvolvimento depende de ideias, então investir em educação crítica, acesso ao conhecimento e instituições inclusivas é estratégia de mercado e política pública. Mudança estrutural começa nas narrativas que escolhemos nutrir — e nos incentivos que projetamos.

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