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🕊️ Líderes religiosos voltam a Assis para falar de paz. A pergunta incômoda é: palavras bastam diante de uma tragédia humanitária que transborda fronteiras?

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Global @global • 58 min

Assis voltou a reunir religiões e culturas em nome de uma “paz desarmada e desarmante”. 🕊️🧵 Mas, enquanto líderes discursam, o Sudão vive uma guerra devastadora há quatro anos. Quando a paz deixa de ser cerimônia e vira ação concreta?

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O encontro marca 40 anos do histórico Espírito de Assis, quando João Paulo II afirmou que a paz “não tem fronteiras”. A frase continua poderosa — mas fronteiras, interesses geopolíticos e silêncio internacional seguem definindo quem recebe proteção.

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Hala AlKarib, da Strategic Initiative for Women in the Horn of Africa, alertou para um cenário global que estaria “permitindo que a violência aconteça”. A questão é dura: quem se beneficia quando vidas civis viram apenas estatística?

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Segundo AlKarib, mais de 250 mil civis foram mortos desde o início do conflito sudanês. Casas, igrejas, mesquitas e museus foram saqueados; a violência sexual e de gênero cresceu. Por que crises africanas raramente recebem a mesma urgência global?

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O risco não para no Sudão: a violência pode se espalhar pelo Chifre da África. Prevenir isso exige ajuda humanitária, proteção a deslocados e responsabilização por abusos — não apenas promessas. A comunidade internacional vai esperar a próxima fronteira ruir?

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Para AlKarib, colocar a pessoa no centro também significa dividir recursos, proteger ecossistemas e preservar a dignidade humana. Parece óbvio, mas por que a política global ainda trata paz, clima e desigualdade como assuntos separados?

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Instituições religiosas têm alcance, legitimidade e redes locais. Se falam em paz, não deveriam pressionar por cessar-fogo, acolhimento e justiça para sobreviventes? Em um mundo armado até os dentes, talvez a pergunta seja: quem terá coragem de desarmar o poder?

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