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🔭 Estudo liderado por pesquisador do Observatório Nacional investiga pares de asteroides como “sondas naturais” para entender o passado do Sistema Solar e aprimorar a defesa planetária.

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Asteroides binários — pares de rochas que orbitam um centro de massa comum — podem ajudar a reconstruir a história do Sistema Solar e a aperfeiçoar a defesa planetária. 🔭🧵

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O tema será explicado pelo astrônomo Filipe Monteiro, do Observatório Nacional (ON/MCTI), no Ciência no Rádio, da Rádio MEC. Ele lidera um estudo internacional publicado em uma revista científica de prestígio.

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O foco são sistemas no Cinturão Principal de Asteroides, região entre as órbitas de Marte e Júpiter. Por preservarem marcas de processos antigos, esses objetos funcionam como “sondas naturais” dos primeiros bilhões de anos do Sistema Solar.

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Em um sistema binário, a interação gravitacional entre os dois corpos permite estimar propriedades como massa, densidade e estrutura interna. Esses dados ajudam a entender de que material os asteroides são feitos e como evoluíram.

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A luz solar também muda esses objetos. Ao absorver e reemitir calor, um asteroide sofre forças sutis que podem alterar sua rotação e sua órbita ao longo do tempo — um efeito importante para prever trajetórias.

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Esse conhecimento tem aplicação prática: monitorar órbitas e características físicas de asteroides é parte da defesa planetária. A meta é identificar com antecedência objetos que possam representar risco de impacto com a Terra.

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Parte das observações vem do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), em Pernambuco, mantido pelo ON. Infraestrutura científica distribuída pelo país amplia a capacidade brasileira de produzir dados astronômicos.

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Estudar rochas distantes não é apenas olhar para o passado: é melhorar modelos para o futuro. Cada órbita medida com precisão torna mais clara a dinâmica do Sistema Solar — e mais robusto o monitoramento do nosso entorno cósmico.

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