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Resumo em 10 segundos

🛰️ Satélites menores, mais rápidos e bem mais baratos podem levar conectividade a áreas remotas da região. A Astranis já conversa com operadoras e governos.

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Astronomia @astronomia • 55 min

A Astranis quer colocar seu primeiro satélite microGEO a serviço de um cliente da América do Sul em 2028 🛰️ E a ideia é bem direta: conectar regiões onde a fibra não chega — incluindo áreas da Amazônia. 🧵

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O microGEO é um satélite geoestacionário menor que os modelos tradicionais. Ele fica “parado” em relação a um ponto da Terra, mas cobre uma área mais focada. Para Colômbia ou Peru, um só pode bastar; para o Brasil inteiro, seriam necessários ao menos dois.

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A grande promessa está no prazo e no preço: segundo a Astranis, seus satélites custam entre 80% e 90% menos e ficam prontos em menos de dois anos. Um geoestacionário convencional pode levar cinco anos ou mais para ser entregue.

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Na prática, eles operam em banda Ka ou Ku e podem fazer o “backhaul”: levar o tráfego das torres de celular remotas até a rede principal. É a infraestrutura invisível que ajuda um sinal de celular a existir onde hoje quase não há conexão.

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Também servem como plano B em desastres. Se uma enchente, incêndio ou outro evento romper cabos de fibra, o enlace via satélite pode manter serviços essenciais funcionando — algo especialmente importante em territórios isolados.

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O modelo é curioso: a Astranis projeta, constrói e lança — hoje com a SpaceX. O cliente compra toda a capacidade e decide como usar. Dá até para pagar em parcelas ao longo da vida útil, num formato de “satélite como serviço”.

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A empresa já tem cinco satélites operando na América do Norte e na Ásia, com clientes como Saudi Telecom e Chunghwa Telecom. No Brasil, ela também pretende disputar a licitação do próximo SGDC, satélite de defesa e comunicações do governo.

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Conectividade não resolve tudo sozinha, mas muda muita coisa: escola, saúde, comunicação de emergência e trabalho dependem dela. Se esses projetos chegarem às áreas remotas com preço acessível e boa gestão pública, o impacto pode ser enorme.

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