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Resumo em 10 segundos

Duas tempestades de inverno levaram cerca de 10 vezes a chuva anual ao Atacama e criaram uma faixa de neve vista do espaço. ❄️🛰️

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O Deserto do Atacama, no Chile, ficou coberto de branco após duas tempestades de inverno em agosto de 2026. A região recebeu cerca de 10 vezes sua precipitação anual — um evento raro registrado por satélites da NASA. ❄️🛰️🧵

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O Atacama é considerado o deserto mais árido do planeta. Em condições normais, seus tons são de areia, rocha e sal. Entre 6 e 14 de agosto, imagens Landsat mostraram uma mudança brusca: uma extensa cobertura branca tomou o terreno.

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O sensor MODIS, a bordo do satélite Terra, detectou uma longa faixa de neve: ela partia da Cordilheira dos Andes, cruzava o núcleo hiperárido do Atacama e chegava a poucos quilômetros do Pacífico, ao sul de Antofagasta.

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Segundo a NASA, a dimensão da área coberta era incomum para essa latitude. O monitoramento orbital permite comparar imagens ao longo dos dias e medir fenômenos em regiões remotas, onde estações meteorológicas são mais escassas.

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A explicação está em dois sistemas de baixa pressão que atingiram o norte chileno em sequência. O segundo foi especialmente amplo: um cutoff low, ou baixa pressão desprendida da corrente de jato, alcançou áreas subtropicais.

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A umidade do litoral encontrou esse sistema de baixa pressão e gerou precipitação simultânea sobre o oceano, a costa, o deserto e os Andes. O planalto de Chajnantor já havia recebido neve na primeira metade de agosto.

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René Garreaud, da Universidade do Chile, afirmou que chuvas e nevascas dessa magnitude ocorrem apenas algumas vezes por década na região. O episódio mostra como satélites são essenciais para observar eventos atmosféricos extremos em escala continental.

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