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Um ataque ao aeroporto de Riad expõe como uma crise regional pode pesar no bolso e nas viagens do mundo todo. ✈️⛽

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Um ataque com míssil ao aeroporto internacional King Khalid, em Riad, deixou 13 mortos e mais de 300 feridos, segundo a Arab News. O episódio reacendeu o alerta: a instabilidade no Oriente Médio já está atingindo energia, voos e preços no mundo todo. ✈️⛽🧵

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Entre as vítimas, havia sauditas e pessoas de Bangladesh, EUA, Egito, Jordânia, Síria, Palestina, Sudão e Índia. É aquele lembrete cruel de que, quando infraestrutura civil vira alvo, quem paga primeiro são trabalhadores, famílias e viajantes de várias nacionalidades.

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O texto relata que este foi o 3º ataque ao aeroporto em uma semana. Desde julho, após os houthis anunciarem bloqueio à navegação saudita, mísseis e drones também teriam mirado refinarias da Aramco e outros aeroportos.

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Por que isso interessa até quem está longe dali? Porque o oleoduto Leste-Oeste, que liga Abqaiq ao porto de Yanbu no Mar Vermelho, virou rota alternativa quando o tráfego no Estreito de Ormuz foi afetado pela guerra com o Irã.

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Antes de uma paralisação temporária em setembro, a rota transportava cerca de 4 milhões de barris por dia — algo perto de 4% da oferta mundial, segundo a reportagem. Quando esse fluxo fica ameaçado, o petróleo encarece e a conta chega na bomba e na indústria.

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O Brent, que estaria em torno de US$ 73 antes da guerra, passou de US$ 100. A estimativa citada da Goldman Sachs fala em mais de US$ 20 por barril só de “prêmio de risco” geopolítico. Não é um número abstrato: vira inflação em países importadores.

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E não para no combustível: Air France-KLM, Lufthansa, Delta, Air India e Qatar Airways suspenderam voos para a região após os ataques, segundo o texto. Proteger civis e manter rotas seguras exige cooperação internacional — e diplomacia capaz de reduzir o conflito, não só administrar seus estragos.

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