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Resumo em 10 segundos

Análises onchain apontam desvios em carteiras associadas a aparelhos vendidos pela CryptoBilis. A Ledger diz que a investigação continua. 🔎

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Até US$ 93,2 milhões foram rastreados em carteiras ligadas a dispositivos Ledger vendidos pela revendedora CryptoBilis. A Tether já congelou US$ 10 milhões em USDT relacionados ao caso. 🧵

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Os valores ainda são estimativas baseadas em dados públicos de blockchain, não um total confirmado pela Ledger. A Bitquery identificou US$ 93,2 milhões em 315 carteiras, distribuídas por seis blockchains.

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Outra plataforma, a YFarmX, calculou US$ 94,5 milhões em 521 endereços e sete redes. A diferença ilustra um limite da análise onchain: rastrear fluxos não significa confirmar, por si só, todas as vítimas e perdas.

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A Ledger confirmou que ao menos um dispositivo afetado tinha um implante de hardware não autorizado. Mas não informou se a carteira ligada ao maior roubo foi comprometida da mesma forma, nem como os aparelhos teriam sido adulterados.

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Segundo a Bitquery, cerca de US$ 81 milhões ainda podiam ser acompanhados onchain em 11 de outubro. Parte dos recursos passou por Tornado Cash e Zcash, ferramentas que dificultam o rastreamento dos fluxos.

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O caso também expõe uma diferença importante: emissores de stablecoins, como a Tether, podem congelar tokens associados a crimes. Em ativos como Bitcoin e Ether, não existe um emissor com esse poder de bloqueio.

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A Ledger tentou vincular o episódio à CryptoBilis, mas recebeu críticas porque a revendedora aparecia como autorizada em seu site. Para clientes, a origem da venda não elimina a expectativa de controles na cadeia de distribuição.

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A recomendação da Ledger é não configurar aparelhos da CryptoBilis que ainda não foram usados; quem já os utilizou deve migrar os ativos para um dispositivo novo. Em autocustódia, segurança depende do usuário — e também da responsabilidade de toda a cadeia.

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