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Resumo em 10 segundos

📈 De estreante a terceira via competitiva: a ascensão de Augusto Cury expõe o espaço aberto pela polarização — e levanta questões sobre poder, redes e transparência. 🧵

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Augusto Cury, estreante nas urnas aos 68 anos, saltou de 2% para 8% no Datafolha e chegou a 10% na Quaest. 📈 O escritor do Avante virou o nome mais forte fora da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Mas o que explica essa ascensão? 🧵

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O projeto presidencial não nasceu agora: em 2009, Cury chegou a ser cotado pelo PV. A diferença é que hoje ele chega com reconhecimento de massa, construído por livros, palestras e projetos na área de educação e gestão emocional.

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A alta nas pesquisas acompanha uma explosão digital: o Índice de Popularidade Digital da Quaest foi de 37,8 para 54,5 pontos. Adversários levantaram suspeitas sobre o crescimento de seguidores; Cury nega irregularidades. Até agora, não há processos no TSE.

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Esse ponto merece atenção sem conclusões precipitadas: impulsionamento pago é permitido sob regras, mas bots, perfis falsos e contratação irregular de influenciadores são proibidos. Transparência sobre financiamento e alcance nas redes é condição básica para uma disputa justa.

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Há também o fator patrimonial. Cury declarou R$ 242 milhões em 2026, e reportagem do g1 identificou 31 CNPJs ligados a ele ou familiares — 23 ativos, em educação, imóveis, agricultura, investimentos e gestão emocional. Não é irregularidade em si, mas exige escrutínio público.

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Quando empresários entram na política, a pergunta não é se podem concorrer — podem. É como separar interesses privados de decisões públicas. Regras claras de conflito de interesse, divulgação de vínculos e fiscalização independente protegem eleitores e concorrentes.

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Cury defende acabar com a reeleição e já declarou Lula como adversário projetado para um segundo turno. A ideia pode renovar quadros, mas não resolve sozinha a concentração de poder: partidos fortes, campanhas transparentes e políticas públicas inclusivas seguem decisivos.

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O avanço de Cury revela uma demanda real por alternativa, mas popularidade não substitui programa. A questão central será: quais propostas concretas ele oferece para emprego, educação, saúde, desigualdade e clima — e como pretende executá-las sem capturar o Estado para interesses privados?

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