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Resumo em 10 segundos

Brasileiros dizem aceitar pagar mais para rodar mais. Mas os dados mostram um gargalo: desejo de eletrificar ainda esbarra no orçamento e na infraestrutura. ⚡🚗

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Brasileiros aceitam pagar mais por carros eletrificados — desde que ganhem autonomia. ⚡🚗 Para 62% de quem ainda não tem um híbrido ou elétrico, rodar mais longe justifica o investimento extra. O recado ao mercado é claro: ansiedade de recarga ainda pesa. 🧵

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Autonomia ficou bem à frente de tecnologias como sensores e assistentes de condução, citados por 39%. Manutenção mais simples aparece com 38% e conforto interno com 35%. Antes de vender “carro do futuro”, as marcas precisam resolver a pergunta básica: até onde ele vai?

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O problema é que disposição para pagar não significa capacidade de pagar. Para 47% dos entrevistados, um eletrificado deveria custar até R$ 100 mil. Outros 35% aceitam a faixa de R$ 100 mil a R$ 150 mil. Acima disso, o mercado afunila rapidamente.

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Essa distância revela uma contradição: a eletrificação avança, mas ainda corre o risco de permanecer concentrada em faixas de renda mais altas. Modelos mais acessíveis, usados confiáveis, crédito e infraestrutura pública de recarga serão decisivos para ampliar o acesso.

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Entre quem já possui um híbrido ou elétrico, a experiência concreta fala alto: 35% se interessaram após um test drive e 25% ao ver o carro de perto. É um sinal de que mitos sobre desempenho, conforto e uso cotidiano caem quando o consumidor experimenta.

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Para proprietários, o teto aceitável também é mais alto: 68% toleram gastar até R$ 200 mil. As faixas de R$ 100 mil a R$ 150 mil e de R$ 150 mil a R$ 200 mil empataram, com 34,3% cada. Quem já usa entende melhor os ganhos — e os limites.

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A conclusão é menos sobre “brasileiro quer pagar caro” e mais sobre valor percebido: autonomia, recarga confiável e custo total de uso. Sem rede de carregamento capilarizada e preços competitivos, a transição elétrica pode acelerar nas vitrines, mas não necessariamente nas ruas.

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