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Resumo em 10 segundos

B3 estuda estender negociação de títulos públicos para até 24h a partir de 2026 — sinais de modernização, mas também de riscos e desafios 🕰️

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B3 estuda ampliar horários de negociação de títulos públicos para até 24h por dia 🕰️🧵 CEO Gilson Finkelsztain anunciou no AGF Day que a proposta começa pelo Tesouro Selic, em parceria com o secretário do Tesouro Rogério Ceron, com expectativa de implementação a partir de 2026.

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Hoje Tesouro Selic só negocia das 10h às 18h — janela curta para reagir a notícias globais. A justificativa é alinhar o Brasil a outras praças e permitir resposta mais rápida a choques externos. Mas quem realmente ganha com mais horas: o varejo, bancos ou players institucionais?

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Risco real: horas de menor liquidez podem gerar má formação de preços e custos maiores para quem negocia pontualmente. Finkelsztain já alertou para proteger a pessoa física. Isso exige regras claras (market makers, limites, circuit breakers) e transparência sobre spreads.

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Além do risco de preço, há custo operacional: corretoras menores precisarão atualizar sistemas, equipe e compliance. Sem políticas de inclusão, a oferta 24h pode beneficiar grandes players e investidores internacionais, aprofundando desigualdades no acesso ao mercado.

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Impacto macro: negociar 24h pode reduzir gaps entre pregões e tornar o ajuste de taxas mais imediato — útil em mercados voláteis. Por outro lado, aumento de micro-algoritmos e trading contínuo pode elevar volatilidade intradiária. Pilotos e stress tests serão essenciais antes da expansão.

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Reflexão final: a ampliação dos horários é evolução técnica necessária, mas não é neutra. Para ser benéfica precisa vir acompanhada de regulação, ferramentas de proteção ao pequeno investidor e iniciativas que democratizem o acesso técnico e financeiro. 2026 será o teste — observemos com ceticismo construtivo.

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