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Resumo em 10 segundos

📄 Novo modelo digital para duplicatas entra em produção assistida e pode reorganizar mais de R$ 10 trilhões em crédito no país.

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A B3 iniciou a produção assistida das duplicatas escriturais, uma fase de testes em ambiente real antes da obrigatoriedade do novo modelo. 📄🧵 A mudança digitaliza e rastreia um dos principais instrumentos de crédito para empresas.

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Duplicata é o título gerado quando uma empresa vende a prazo. Na versão escritural, ela passa a ser eletrônica e registrada em entidade autorizada, com rastreabilidade da emissão até a liquidação.

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A fase começou em 15 de julho e dá aos participantes 12 meses para ajustar sistemas, processos e rotinas. Grandes empresas, bancos, fintechs e FIDCs já participam; em agosto, ocorreu a primeira negociação em ambiente escritural.

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A B3 foi autorizada pelo Banco Central a atuar como registradora e escrituradora. Na prática, as empresas precisam preparar onboarding, perfis de acesso, integrações via APIs, layouts e fluxos para rejeições e consultas.

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O cronograma de obrigatoriedade é escalonado: companhias que faturam mais de R$ 300 milhões entram em 15 de julho de 2027. Médias empresas terão até janeiro de 2028; pequenas, até julho de 2028.

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Para negociar, antecipar ou usar duplicatas como garantia, será necessário emiti-las no formato escritural dentro dos prazos. A expectativa é reduzir assimetrias de informação e dar mais segurança a financiadores e empresas.

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O tamanho do mercado ajuda a explicar a transformação: estimativas apontam potencial superior a R$ 10 trilhões em crédito. Só em duplicatas mercantis, a B3 registrou 34,2 milhões de operações em 2025 — média de 2,5 milhões ao mês.

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O teste antecipado será decisivo: a digitalização pode ampliar a eficiência do crédito, mas seus benefícios dependem de integração acessível para empresas de todos os portes e de regras claras para todo o ecossistema.

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