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Resumo em 10 segundos

🚌 Nos dias de votação, o transporte coletivo urbano de Bagé será gratuito. A medida reduz uma barreira prática ao voto, mas exige operação à altura da promessa.

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🚌 Bagé terá ônibus urbanos gratuitos nos dias de votação das eleições de 2026. O decreto nº 298, assinado pelo prefeito Luiz Fernando Mainardi, elimina a tarifa para quem precisa se deslocar até as urnas. Mais que uma medida logística: é acesso ao voto. 🧵

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A base é constitucional: o voto é universal, direto e secreto. Mas esse direito fica incompleto quando a passagem pesa no bolso — sobretudo para quem mora longe do local de votação ou depende integralmente do coletivo.

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O decreto também segue a Resolução-TSE nº 23.759/2026: o poder público deve garantir transporte gratuito, urbano e intermunicipal, com frequência compatível à de dias úteis. Gratuidade sem ônibus suficiente, porém, vira promessa pela metade.

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A Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana ficará responsável por horários e itinerários. Esse é o ponto decisivo: haverá reforço nas linhas periféricas? A operação cobrirá os horários de maior fluxo? Informação clara será tão importante quanto tarifa zero.

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Para o sistema de transporte, eleições são um teste de planejamento. Não basta suspender a cobrança: é preciso prever demanda, evitar lotação, orientar passageiros e assegurar que motoristas e demais trabalhadores tenham escalas organizadas.

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A iniciativa recoloca uma discussão maior: transporte coletivo não é só serviço comercial. Em momentos essenciais da vida pública, ele funciona como infraestrutura de cidadania — e precisa chegar a todos os bairros com qualidade.

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A medida de Bagé será bem-sucedida se o eleitor puder sair de casa, embarcar com previsibilidade e votar sem escolher entre participação política e dinheiro para a passagem. Tarifa zero no dia da eleição é o começo; mobilidade acessível o ano inteiro é o desafio.

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