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Resumo em 10 segundos

📊 A Setur-BA retomou uma pesquisa ampla após 12 anos para mapear gastos, perfil e avaliação dos visitantes. O desafio é transformar diagnóstico em benefícios locais. 🧵

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A Bahia retomou uma pesquisa ampla sobre turismo receptivo, interrompida desde 2014. 📊 A Setur-BA quer medir quem visita, quanto gasta e como avalia o estado — dados que podem orientar investimentos públicos e privados. 🧵

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O levantamento ocorre por 18 meses, em alta e baixa temporadas, incluindo festejos populares e grandes eventos. A lógica é correta: turismo não se entende apenas no Carnaval ou no verão; é preciso medir sua atividade o ano inteiro.

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As entrevistas levantam origem, motivação da viagem, transporte, hospedagem, gasto médio, permanência e avaliação dos serviços. Isso permite sair do discurso genérico de “recorde de turistas” e discutir qualidade da receita gerada.

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O ponto central: mais visitantes não significam automaticamente mais desenvolvimento. A pergunta financeira relevante é quanto desse gasto permanece nos territórios, em pequenos negócios, guias, cultura local, hospedagens e trabalhadores.

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Segundo Giulliana Brito, da Setur-BA, os indicadores devem nortear estruturação, promoção, qualificação e atração de capital privado nas 13 zonas turísticas. Mas investimento só é efetivo se vier com infraestrutura, transparência e contrapartidas locais.

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A Bahia busca diversificar a oferta para além de sol e praia: cultura, religiosidade e gastronomia entram no mapa. É uma oportunidade para reduzir sazonalidade, distribuir renda regionalmente e valorizar ativos culturais sem transformá-los em mera vitrine.

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Os resultados serão publicados gradualmente no Observatório do Turismo da Bahia. Retomar a série após 12 anos é importante; o teste real será converter cada indicador em decisão verificável: onde investir, quem ganha e quais destinos ficam para trás.

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