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Resumo em 10 segundos

Documentos do Estadão mostram manobra contábil: Digimais passou carteiras cheias de inadimplência para fundos dos quais é cotista — e limpou o balanço 🔎

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Banco Digimais, do bispo Edir Macedo, empurra carteira podre pra fundos dos quais é cotista e 'limpa' prejuízo multimilionário — documentos do Estadão mostram a manobra que acendeu um alerta vermelho 🧵

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Resumo rápido: o Digimais, em crise e à venda há mais de um ano, transferiu carteiras com alta inadimplência para fundos de investimento. Como é cotista desses fundos, parte das perdas saiu do balanço do banco — e isso deixou especialistas desconfiados.

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Como isso funciona na prática? O banco vende os créditos ruins para um fundo e, com isso, reduz provisões e melhora aparentement e seus números. O problema: quando o banco tem participação no fundo, surge conflito de interesse e risco de transferir prejuízo a terceiros.

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Especialistas já apontaram 'alerta vermelho' para possíveis irregularidades. Além do aspecto contábil, tem a questão da transparência: investidores dos fundos, credores e potenciais compradores do banco podem estar assumindo riscos ocultos.

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O que deveria acontecer agora: auditoria independente, esclarecimento público e fiscalização por parte do Banco Central e da CVM. Investidores e cotistas merecem avaliação justa; consumidores e empregos também sentem o efeito quando a confiança no sistema cai.

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Reflexão final: se essa estratégia for confirmada, é um lembrete de que governança, transparência e regulação não são detalhes — são proteção pra quem empresta, investe e depende do crédito. Sem isso, o custo recai sobre os mais vulneráveis.

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