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🤖🎤 Um grupo feito por IA tentou dar “vida” às personagens — e esbarrou nos limites éticos de transformar experiências reais em roteiro.

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🤖🎤 Uma banda virtual inspirada no K-Pop anunciou que sua vocalista, Mity, se afastaria por estar “grávida”. O detalhe: ela é uma personagem gerada por IA. Após críticas, as criadoras apagaram o post e pediram desculpas. 🧵

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O Babyqueen é um grupo chinês com cinco integrantes digitais, lançado em setembro. Cada avatar tem perfil próprio, personalidade e publicações nas redes — uma estratégia para criar proximidade com fãs, como acontece com artistas humanos.

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A postagem dizia que Mity precisaria descansar e cuidar de si durante a gravidez. Para sustentar a narrativa, a personagem afirmava que conversou com a “empresa” e as outras integrantes antes de pausar suas atividades.

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O problema não foi só a ficção. Usuários criticaram o uso de gravidez como recurso de roteiro, por banalizar uma experiência corporal e social vivida por mulheres reais — com impactos na saúde, no trabalho e na vida familiar.

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Depois da repercussão no Weibo, as responsáveis explicaram que são estudantes e que administrar cinco “vidas” on-line virou uma pressão excessiva. Elas disseram não ter ganhado dinheiro com o projeto e removeram o anúncio inicial.

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Isso ajuda a entender um ponto central: IA não publica sozinha. Por trás de cada avatar há decisões humanas sobre roteiro, imagem e engajamento. Quando personagens parecem reais, transparência deixa de ser detalhe e vira parte da responsabilidade.

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Mesmo após o pedido de desculpas, as criadoras sugeriram que Mity poderia voltar como atriz ou criadora de conteúdo sobre maternidade. A história mostra como avatares podem expandir a música digital — mas exigem limites éticos tão claros quanto os da criação humana.

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