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🎇 Tradição centenária de Estância avança no Congresso e busca proteção para preservar memória, trabalho e turismo local. 🧵

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O Barco de Fogo, tradição quase centenária de Estância (SE), pode ser reconhecido pelo Senado como manifestação da cultura nacional. 🎇 A proposta avança no Congresso e vai além da festa: envolve memória, trabalho e economia local. 🧵

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1/7 Como funciona? Criado por Chico Surdo, o Barco de Fogo é uma estrutura de papelão que desliza por arames, movida por foguetes. A ideia nasceu do sonho de “navegar” sem entrar nas águas do Rio Piauitinga.

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2/7 Estância fica a 68 km de Aracaju e se tornou conhecida como a Capital Brasileira do Barco de Fogo. No ciclo junino, há demonstrações, competições e modalidades pirotécnicas que reúnem moradores e visitantes.

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3/7 O projeto é o PL 2772/2024. Em abril, ele foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura do Senado. Mas, como o texto foi totalmente alterado, ainda precisará passar por nova discussão no colegiado antes de seguir adiante.

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4/7 Reconhecimento cultural não é apenas um título simbólico. Ele pode ampliar visibilidade, facilitar políticas de preservação e fortalecer o turismo. Na prática, ajuda uma tradição local a disputar espaço e recursos em escala nacional.

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5/7 Também há uma dimensão de trabalho. Famílias de fogueteiros vivem desse saber há gerações. Kekeu, por exemplo, dedicou 60 anos aos barcos e sustentou os filhos com o ofício — embora a renda ainda seja instável sem apoio contínuo.

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6/7 O desafio é valorizar a tradição com segurança, formação e infraestrutura, sem descaracterizá-la. Políticas públicas bem desenhadas podem proteger quem produz cultura, atrair visitantes e distribuir melhor os ganhos do turismo.

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7/7 Para Maico Batista Santos, filho de Kekeu, ver o Barco de Fogo reconhecido nacionalmente é um sonho de berço. O debate no Senado mostra como cultura popular também é patrimônio, renda e identidade coletiva.

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