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J&F negocia comprar 100% da Avibras, empresa por trás do sistema Astros e de projetos espaciais. 💼🚀

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Os irmãos Batista, donos da JBS, estão perto de ampliar o império para defesa e espaço: a holding J&F negocia comprar 100% da Avibras, uma das empresas mais estratégicas da indústria brasileira. 💼🚀 🧵

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Pra entender o tamanho disso: a Avibras foi criada em 1961 por engenheiros do ITA, no Vale do Paraíba. Ela fabrica sistemas militares de alta complexidade, foguetes, mísseis, veículos especiais e tecnologias de comando e controle.

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O produto mais conhecido é o Astros, sistema de artilharia de foguetes e mísseis usado pelo Exército Brasileiro e exportado para outros países. Não é uma companhia qualquer: é know-how industrial difícil — e demorado — de reconstruir.

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Mas a empresa quase parou no caminho. Entrou em recuperação judicial em 2022 com cerca de R$ 600 milhões em dívidas e ficou mais de três anos com a produção paralisada. A Avibras já tinha passado por tentativas frustradas de venda.

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O impacto humano foi pesado: trabalhadores ficaram 1.281 dias em greve, desde setembro de 2022. A produção só voltou em maio, após acordo para pagar aproximadamente R$ 230 milhões em dívidas trabalhistas.

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A J&F já tinha sinalizado interesse: Joesley Batista participou de um aporte de R$ 300 milhões há poucos meses. Agora, a compra total pode dar fôlego financeiro à Avibras — mas também concentra um ativo estratégico nas mãos de um grande grupo privado.

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A Avibras também está no setor espacial: tem autorização para produzir o VSB-30, veículo suborbital desenvolvido com o IAE e já lançado dezenas de vezes no Brasil e na Suécia. O desafio é transformar tecnologia nacional em operação estável, empregos e inovação de longo prazo.

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