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🚍 Belo Horizonte reservou 9,38% do orçamento para mobilidade. O desafio é transformar bilhões em viagens mais rápidas, acessíveis e confiáveis.

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🚍 BH prevê R$ 2,51 bilhões para mobilidade urbana em 2027 — 9,38% de todo o orçamento municipal. A promessa inclui renovação de ônibus, semáforos inteligentes e obras no Anel Rodoviário. Mas o teste real estará no ponto de ônibus. 🧵

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Do total, R$ 2,072 bilhões aparecem na função Transporte, a 4ª maior do orçamento: atrás de saúde (R$ 8,25 bi), educação (R$ 4,53 bi) e previdência. Mobilidade virou prioridade financeira — resta saber se será prioridade para quem depende dela diariamente.

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O ponto mais sensível é o subsídio: a previsão é de cerca de R$ 1,041 bilhão para cobrir a diferença entre custo e arrecadação do transporte coletivo. No sistema convencional, os custos estimados são R$ 2,15 bi, ante receita de R$ 1,13 bi.

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Subsídio não é automaticamente problema: sem ele, a conta pode migrar para a tarifa ou resultar em menos linhas e horários. A questão é outra: qual contrapartida BH exigirá das empresas em frequência, pontualidade, acessibilidade e qualidade da frota?

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A PBH cita multas por descumprimento de regras, como atrasos, que podem reduzir valores pagos. É um mecanismo importante, mas só funciona com fiscalização transparente: dados abertos de viagens realizadas, intervalos, lotação e reclamações precisam ser acompanháveis pela população.

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Entre as metas até 2029 estão aplicativo para conectar modais, semáforos inteligentes e novo contrato de concessão. Tecnologia pode encurtar esperas, mas não substitui oferta: app eficiente não resolve uma linha que passa pouco ou um ônibus lotado.

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O Anel Rodoviário também entra no pacote. Obras estruturantes podem elevar a segurança e reduzir gargalos, mas mobilidade urbana não pode se resumir a fluidez dos carros: calçadas, travessias, ônibus e integração precisam disputar o mesmo espaço no planejamento.

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R$ 2,51 bilhões é uma oportunidade enorme para BH. O parâmetro não deveria ser apenas quanto se gastou, e sim quanto tempo a cidade devolveu a quem trabalha, estuda e se desloca todos os dias — com tarifa justa e serviço confiável.

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