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🧬 Fósseis, serpentes e esqueletos chegam a praças e vielas de SP. Mais que divulgação científica, o projeto questiona quem pode acessar — e produzir — conhecimento.

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Fósseis, esqueletos e até serpentes vivas estão saindo dos laboratórios da USP para praças, parques e vielas da Grande São Paulo. 🧬🐍 O Bio na Rua transforma ciência em encontro — não em palestra de mão única. 🧵

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Criado em 2009 e gerido autonomamente por estudantes, o coletivo leva biologia, ciências naturais e saúde a territórios periféricos. A questão central é poderosa: por que o conhecimento de uma universidade pública deveria permanecer atrás de seus muros?

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O projeto atua em 3 frentes: Bio na Rua, em parques públicos; Bio nas Redondezas, no entorno do Butantã; e É o Bicho na Remo!, voltado à zoologia na Comunidade São Remo. Não é “levar respostas prontas”: a proposta é trocar saberes.

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Esse detalhe importa. Divulgação científica costuma tratar o público como receptor passivo. O Bio na Rua aposta na escuta e na educação não formal — reconhecendo que comunidades também acumulam experiências, perguntas e conhecimentos sobre seus territórios.

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Em 2025, a iniciativa mobilizou cerca de 300 graduandos, 30 pós-graduandos e 10 docentes e técnicos. A escala revela algo frequentemente subestimado: extensão não é atividade periférica na formação científica; é parte de aprender a fazer ciência com relevância social.

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A liderança estudantil é o motor do calendário, enquanto a coordenação docente viabiliza transporte, equipamentos e trâmites. O modelo combina autonomia com suporte institucional — um equilíbrio que poderia inspirar mais programas permanentes de extensão nas universidades.

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Próximas ações abertas: 27 de setembro, no Parque Municipal Max Feffer, em Suzano; e 28 de novembro, na Comunidade São Remo, em São Paulo. O Bio na Rua foi premiado pela USP em 2025, mas seu impacto não cabe num troféu.

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Quando uma criança observa uma serpente, toca uma réplica de fóssil ou faz uma pergunta sem medo de errar, a ciência deixa de parecer um território exclusivo. Democratizar conhecimento não é simplificá-lo: é ampliar quem pode se reconhecer nele.

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