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🔐 Uma transação experimental na rede principal do Bitcoin testou um caminho para reduzir riscos da computação quântica — sem alterar o protocolo.

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🔐 A StarkWare afirmou que a rede principal do Bitcoin minerou sua primeira transação protegida contra ataques quânticos. O teste usou uma construção chamada Quantum-Safe Bitcoin (QSB), sem exigir upgrade ou mudança no protocolo. 🧵

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Segundo dados on-chain citados pela empresa, a operação movimentou uma saída de 10 mil satoshis — cerca de US$ 8 — e pagou 5.179 satoshis de taxa. Ela entrou no bloco 964.199, minerado pela MARA Pool.

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A preocupação é o algoritmo de Shor: em um computador quântico suficientemente poderoso, ele poderia derivar chaves privadas a partir de chaves públicas já expostas. Isso colocaria em risco moedas em certos tipos de endereços.

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O QSB tenta mudar a base da proteção. Em vez de depender apenas do sigilo da chave privada, usa um bloqueio baseado em hash. A ideia é que quebrar a transação exigiria inverter uma função hash — algo que o algoritmo de Shor não resolve.

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O método, publicado pelo pesquisador Avihu Levy em abril, usa “assinatura por moagem”. Fora da blockchain, o remetente busca uma transação candidata cujo próprio hash tenha o formato de uma assinatura válida de Bitcoin.

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Há limites importantes: endereços cuja chave pública já foi revelada não ganham essa proteção. E migrar moedas para uma saída QSB ainda exige uma transação tradicional antes, etapa que também expõe a chave pública do remetente.

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Outro gargalo é prático: transações QSB usam formatos não padronizados e não são retransmitidas por nós comuns. A MARA usou o serviço Slipstream para levá-la ao minerador. O processamento externo é estimado entre US$ 75 e US$ 150: um avanço técnico, ainda longe do uso cotidiano.

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